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Tricoteiras

Sem-vergonha

Gente, essa aconteceu dia desses e eu fiquei digamos, assustada. de repente vocês nem fiquem, então vamos lá.

Uma cliente entrou na loja encantada com o vestido que estava na vitrine. Era o último e no tamanho dela, então me prontifiquei a tirá-lo para ela poder provar. Ela muito simpática e sorridente ficou um pouco desconfortável com o fato de eu falar de tirar da vitrine, dizendo, “ai, vai que eu não gosto, não quero te dar trabalho…” mas era o único e eu nem estava me importando com o trabalho, né, afinal estou ali para isso e quero mais é vender.

Quando eu tirei a manequim da vitrine e desabotoei o vestido ela lançou essa:

– Espera um pouco moça, a manequim está sem roupa de baixo? eu muito inocente soltei uma mega gargalhada achando que ela estaria de brincadeira, me virei e a vi com uma cara muito séria, então perguntei:

– Você está brincando, né?

No que ela respondeu:

– NÃO.

Um minuto de silêncio. Olhei e disse:

– Nossa, manequins não usam roupa de baixo.

– Você tirando esse vestido ela ficará nua?

– SIM  – disse, com cara de “será que isso é tão estranho assim?”

– Tá, pode tirar então, mas vou fechar o olho da minha filha e levá-la até o provador pra ela não ver isso (a filha já devia ter uns 6 para 7 anos).

Ela fechou com as mãos o olho da criança e disse que aquilo não era para idade dela. Entrou no provador muito rápido, não comprou o vestido e saiu da loja com uma cara totalmente diferente da que entrou.

Ela saindo, eu questionei várias coisas, como: a filha não pode ver uma manequim nua? Será que ela não pode trocar a roupa das bonecas dela, tipo de uma Barbie (o corpo é o mesmo, só que a manequim tem 1,75 de altura), será que essa criança se vê no espelho? Será que essa criança não vê TV? Nossa, como eu fui rude com ela gargalhando no momento em que ela me fez a tal pergunta! Ok, eu achei q era brincadeira, ela não, então na visão dela eu a ofendi…

Enfim, ela saiu ofendida, eu fiquei lá me fazendo mais umas 20 ou 30 perguntas, e vestindo o manequim, que calado, não teve a vergonha na cara de me responder.

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Que me acha “fo…FA”

 Gente, como é complicado educar um filho nos dias de hoje. Tive uma experiência um tanto quanto engraçada (para mim, que não era a mãe da criança) essa semana, vamos lá.

Eu estava no maior bate papo com uma cliente. Sabe aquela conversa que cresce no pós venda? então, estávamos no blá blá, blá…e a filha dela passeando e cantarolando pela loja, bem no estilo “me divirto com qualquer coisa”. Era do tipo de criança fofa que não dá trabalho, fica na dela numa boa e a mãe para minha sorte, também podia ficar a vontade pra fazer suas compras. Enfim, ela cantou de tudo um pouco, até um reggae do Bob Marley, naquele inglês que só ela mesma conhece. Foi então que ela decidiu cantar a nova música da Pitty, pra quem conhece, já está entendido, pra quem não conhece, da um play no vídeo abaixo (música ME ADORA) .  

 Foi sensacional, ela balançou a cabeça como se tivesse anos de Rock’n roll nas veias e soltou o refrão…”que você me adora, e que me acha (piiiiiiiiiiiiiiiiiiiii)”…

 A mãe ficou roxa, azul, verde e perdeu a fala, olhou pra ela e disse:

 – Filha você poderia parar de cantar essa música, mamãe precisa conversar com você sobre ela e te explicar umas coisinhas, ok? A fofa balançou a cabeça num gesto de consentimento e voltou a cantarolar sei lá o quê…a mãe olhou para mim e disse:

 – Não sei nem quem canta isso e nem onde ela ouviu!

 Depois disso saiu sem quase me dar tchau de tanta vergonha. Como eu já disse no começo, eu ri, mas oooo situação.

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Cliente paciente

As clientes “paciente” renderiam pelo menos uns vinte textos.
Cliente paciente, não é aquela pessoa com muita paciência que vai fazer compras, e sim aquela que vem para o shopping para desabafar, meio que como você fosse a psicóloga com quem ela marcou uma consulta. Às vezes acho que sei mais da vida delas do que os seus maridos.

Sei da neura porque uma engordou um pouquinho, do barraco no cabeleireiro porquê o cabelo ficou curto demais, do tédio que é ter que ir a certas festas com o marido e até do ciúmes doentil pela ex dele, que ela insiste em chamar de falecida. Enfim, tem coisa pra dedéu.

Tudo muito certo. Agora, me pergunta se ela compra sempre?

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Cliente fiel

Eu sou da opinião de que temos que trabalhar naquilo que gostamos, senão não será bom para você e nem para o seu patrão. Como eu sigo essa linha para minha vida, acaba que várias clientes criam uma afinidade muito grande comigo e se tornam clientes fidelissimas. Outro dia liguei para uma dessas clientes para avisar sobre as novidades que tinham acabado de chegar, aquelas roupinhas eram a carinha dela.

No dia seguinte eu estava de folga e minha cliente apareceu na loja. Entrou e ja foi perguntando por mim. A minha gerente contou que eu estava de folga e se ofereceu para o atendimento. Ela disse que aceitaria se a venda fosse em meu nome, pois eu era dedicada e ela não achava justo a traição. Ela levou todas as pecas que eu tinha comentado por telefone e saindo de lá me mandou um torpedo super fofo dizendo assim: “Gi acabei de sair da loja, comprei os dois shortinhos e as duas blusinhas, a gerente me atendeu muito bem”.

Eu me diverti com o torpedo e mandei um na mesma hora pra minha gerente dizendo: — Minha cliente acabou de sair daí e deu tudo certo né?”
Ela me respondeu:
– Caramba, você põe rastreador nas suas clientes?
Eu, em outro torpedo:
– Não, mas minhas cliente são tão fieis que me contam tudo!

Entenderam porquê você tem que trabalhar com o que gosta e não somente pelo dinheiro?

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Sorriso Amarelo X Sorriso Sincero

Coisas que ouvimos e ainda temos que sorrir:

“Só tem o da vitrine? Tira, se eu não gostar é você mesma que vai ter que colocar de novo na manequim…”

“Bagunço mesmo, tô pagando!”

“Tô indo para o provador, me traz tudo que você tiver no P” O pior é depois de duas horas ela dizer: “Estranho, não gostei de nada…”

“Nossa, as roupas dessa loja são linnndas demais, pena que não gostei de nada”. Hã?

Coisas que ouvimos e que provocam sorrisos instantâneos

“Só tem o da vitrine? Ai, fico constrangida de pedir pra você tirar, vai que não me serve?” (sacou a diferença?)

“Fui tão bem atendida na minha primeira visita que voltei.

“Ainda bem que você está aqui, preciso muito das suas dicas, vamos ao provador!”

“Meu Deus, se um dia essa loja fechar eu ficarei órfã!

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Posso querer comprar?

Ela namorou a blusinha por uns 10 minutos, perguntou e reperguntou o preço, pensou e repensou o que ia fazer. Questionou se podia parcelar em duas vezes, deu mais uma analisada e pediu ao marido:

– Posso experimentar? Rapidamente ele disse:
– Desde que seja rápido.

Ela foi para o provador e saiu em menos de 2 segundos (levou mais tempo pensando se o marido ia deixá-la provar).

E eu na expectativa, só pensava se ela ia pedir pra levar e ele ia dizer não.
Foi aí que ela pediu e ele soltou um seco “desde que seja barato.”

Ainda bem que era.

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P-M-G-GG-XG-XXGG  

Numa noite tranquila uma cliente entra na loja e me pergunta:

– Vocês trabalham com tamanhos especiais?

– Sim, trabalhamos do P ao GG – respondi.

Um tanto quanto amargurada a cliente desabasfa:

– Eu não aguento mais lojas como a sua, to cansada dessa patifaria, eu sou gorda e tenho dinheiro e muito e vocês não se dão ao trabalho de agradar pessoas como eu! Essa vida é estranha mesmo, quando eu era pobre eu chorava porquê  eu não tinha roupa por não ter dinheiro, agora eu choro  porquê  vocês nunca têm roupa do meu tamanho…gente isso foi longe…

Fiquei parada, com os olhos arregalados de susto, e sem ter coragem de argumentar, pois ela estava triste e jogando toda a amargura do mundo em cima de mim como se eu fosse culpada.

Me mantive calada e quando ela se deu conta, apenas suspirou e disse:
– Desculpa meu bem , você não tem culpa de nada…

Ela se virou e saiu da loja.

E eu, ali parada, me vi no lugar dela e fiquei arrasada.

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Quem são as TRICOTEIRAS?

Bem amigos do Cafundozando, eis que é chegado o fim do mistério! Todo esse conhecimento de moda, universo feminino e etc não poderia ser de outra senão de Gisele Moura!

Sim, nem o Keko, nem o Junior ou o Jean tem um lado feminino assim tão aflorado e imaginação pra lá de fértil. Para falar do maravilhoso mundo de quem vende moda, com um olhar tão incisivo e atento às inseguranças e incertezas femininas e as trapalhadas masculinas, tinha que ser uma mulher.

E só poderia ser a dona GiMoura (para os twitters) artesã de mão cheia e curiosa de carteirinha. Para conhecer o trabalho da nossa TRICOTEIRA é só clicar aqui ó Gisele Moura Acessórios.

E no mais é esperar por novos deliciosos causos de alguém que enxerga o que há por trás de uma simples escolha de peça de roupa. (como assim simples? obviamente esse texto foi escrito por um homem!).

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[Preço] muito bom pra ser [de] verdade

Engraçado como sãos as coisas, às vezes as pessoas são tão desconfiadas que deixam passar aquilo que seria muito bom pra elas.

Uma senhora entra na loja e depois de olhar um pouco pergunta “Moça qual é o material desse colar?”

“A corrente é de metal e a pedra é uma Turquesa” respondo.

“Mas o preço é esse da etiqueta?” pergunta a cliente desconfiada

‘Sim”

“Estranho, tá muito barato, duvido que isso seja uma turquesa mesmo, não é resina?”

“Não, senhora, as pedras são frias e a resina quente, pegue nela e veja como é bem fria, e nosso preço parece ser mais em conta do que de outros lugares, mas não, é que nós aplicamos o preço justo nas nossas mercadorias”, explico.

“Hum, Sei”, ela diz, e sai da loja falando pra sua amiga: “pensa que eu sou tonta? isso não é Turquesa ela quer é me enganar.”

Sim, o colar era de Turquesa mesmo.O problema é que existem pessoas que acham que só o que é caro é bom.

Vai entender…

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Os homens e as lojas femininas, o eterno desconforto!

Eis que entra na loja o “super maridão” afim de comprar um presente para a esposa. A pergunta tradicional, “qual o número que a sua esposa usa?” A resposta mais do que imediata, “ahh não sei, mas ela é da sua altura”. Por favor, alguém me diz, como explicar para um homem que a altura somente, não me ajuda em nada? Bom, nem adianta tentar explicar então é aí que eu começo “ela gosta de roupa justa? bermuda? saia curta ou longa?” bla bla bla…

Meio embananado com tantas interrogativas, e quase que pedindo socorro ele lança a pérola: “A MINHA MULHER É DO TIPO GOSTOSONA, ASSIM COMO VOCÊ!!!!!!”

No alto do seu desespero, ele, ficou roxo depois de se dar conta do que falou e eu logicamente desabei a rir, pois estava na cara que não se tratava de uma cantada e sim de um ato de completo desespero.

Depois de alguns segundos ele não olhou mais para minha cara e para acabar logo com o constrangimento mandou embrulhar qualquer coisa… Ah, esses homens.

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Então é Natal 3 – O ùltimo

Mais um homem numa loja feminina!

Um senhor entra na loja e desconcertado, porém objetivo, vai perguntando “Moça, o vestido verde da vitrine você tem ele em vermelho no G? Respondi “Não ele é ultima peça e é um P, o senhor gostaria de ver outro modelo?” Sem muito pensar ele pergunta “se minha mulher não gostar ou se não servir pode trocar?” “Claro!” ”Ah, Então embrulha…”

Por essas e por outras que Janeiro é o mês internacional de trocas!

Tomara que os seus presentes todos dêem certo!

Feliz Natal!

O Coletivo CAFUNDOZANDO deseja um ano novo 100PALAVRAS em que você possa curtir experiências que vão da padaria da esquina até o mais longínquo CAFUNDÓ!

ÓTIMAS FESTAS!

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Então é  quase Natal  – 2

A pressa ou a distração dos clientes são as coisas mais comuns em dezembro, pois se a pessoa não está na correria, ela está de saco cheio de enfrentar centro de cidades shoppings e afins.

A loja onde trabalho, é de roupas e acessórios femininos, já a do lado, que tem uma mega vitrine, é de roupas e acessórios masculinos.

Um camarada olha muito atentamente a vitrine do lado e entra na minha loja e diz “por favor, quero ver aquela camisa branca da vitrine”. Eu muito pronta vou a prateleira e mostro a mesma para o cliente. Ele dá uma olhada muiiito assustado pra mim e pergunta “Moça, você ta de brincadeira com a minha cara?” Retribuí o olhar assustado e disse “desculpa, não entendi”.

Ele se dá conta que olhou vitrine de uma loja e entrou na outra e faz o comentário “Caramba! isso aqui é loja de mulher!”

Sem graça, sem rumo e sem dizer mais nada sai rápido procurando a porta da outra loja

Quanto à mim, tinha uma tal camisa branca mesmo na vitrine, só que essa era cheeeeia de paetês!!!!

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Então é quase Natal – 1

Dezembro é sensacional para nós vendedores sedentos.

Sedentos em todos os sentidos, por vendas, por correrias, por clientes com o bolso cheio por causa do décimo terceiro para gastar, até calos nos pés nos atraem, pois não são em vão.

Algumas pessoas lembram de comemorar o Aniversário do menino Jesus, mas a grande maioria vai pela data capitalista mesmo, a euforia de dar e receber presentes. E graças a essa euforia que tenho várias situações inusitadas pra contar. Hoje vai a primeira:

1 – Loja vazia e eu a espera da próxima cliente. Eis que entra uma. Manja aquela “patricinha” de carteirinha? Loira, cabelos compridos e lisos, shorts preto de cetim, com um mega salto vermelho e óculos na cabeça? Então, to eu ali no meu cantinho aguardando ela olhar calmamente todas as peças da loja, sabe o que ela me apronta? Sem a menor cerimônia enfia o dedo no NARIZ!!!!! E não pára. Dá uma olhadinha pra ver se eu estava olhando e quaaaaaaaaaaase limpa o dedo numa peça de roupa pendurada???? écaaaa…

Ufa! Se não é MEU OLHAR FULMINANTE para SALVAR O DIA DAQUELE VESTIDINHO AZUL!!!!! Olha, eu não sei não…

Você pensa que é fácil, é???

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Coisas que você ouve assim que o cliente entra na loja

escolhendo1

Existem ações e reações comuns e frequentes durante a entrada do cliente numa
loja.  Algumas são do vendedor outras do cliente. Quando uma pessoa entra na loja dizemos: “Bom dia (tarde, noite) fique a vontade”, e se estamos sentadas, nos levantamos.  Depois destas ações, é  aí que ouvimos:
1)” Só vou olhar” (tipico de quem só vai olhar mesmo)
2) “Só vou dar uma olhadinha” (tipico de quem quer comprar mas não quer vendedor andando atras, até porquê isso é um saco mesmo, tem loja que eu mesma nem entro por conta disso,  um vendedor tipo cheirando seu cangote! Mala!)
3) Nada, alguns desses ainda te olham feio por você ser tão educada (esses são incógnitas, às vezes compram às vezes não);
4) Um largo sorriso no rosto e um “muito obrigada, qualquer coisa te chamo” (comprando ou não, essa é uma pessoa sincera)
5) “Obrigada, por enquanto só olhando” (outra pessoa sincera)
6) “Nem precisa levantar que eu só to caroçando” (essa fala o dialeto dos vendedores – caroçar = olhar, bagunçar ou até provar a loja toda e não levar nada, nesse caso, a gente descansa e deixa ela se divertir, né?)

7) “Vou olhar tudo primeiro e ja te peço o que eu quero” (mais do que sincera, clara e objetiva);
8) “Embrulha esse, esse, essa aqui, aquele ali…que vou levar”(ah, isso é o sonho de qualquer vendedor, é raro, mas acontece e depois dele a gente aguenta numa boa qualquer uma que nos olhe feio).
E quanto a você, posso te ajudar?

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É…leia aí, vai!

Essa demorou para a gente colocar aqui, mas creio que a hora é agora.

No dia dos namorados um marido trouxe sua esposa para comprar um vestido. Ele fez ela experimentar vários, e adorou todos, menos um, justo o que ela mais gostou. Não havia meios de convencê-la a levar outro. Ela era bem magrinha e o marido dizia que seu corpo não preenchia o vestido. Foi quando eu fui chamada por ele, e na maior boa vontade fui até o provador(ai ai, antes não tivesse ido). O marido se virou para a esposa e disse: “Esse vestido fica bom é nessa vendedora peituda, não em você!.

Conclusão: Até hoje não sei se fui elogiada ou insultada, só sei que perdi a venda…

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Rapidíssimas!

A cliente entra na loja e comenta, “nossa que linda essa blusa que está na vitrine em amarelo, mas você tem em outra cor?” (com aquela cara de: eca, esse amarelo não rola!), “tenho sim, branco, lilás, rosa, bege e preta, gosta de algumas dessas cores?” Ahhh não, vou levar a amarela.

E na vitrine:
“Boa tarde, você tem vestido longo?” “Tenho sim, vários modelos.”
A cliente fica meia hora analisando a vitrine e solta essa. “Ah obrigada mas não gostei, sou baixinha e eles ficam muito compridos.”
* Dispensa comentários.

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Por baixo dos panos

Depois de provar vários modelos de vestidos, decidiu pelo azul, o mais barato, escolhido pelo marido, homem sem paciencia nenhuma.
“Benzinho, empresta seu cartão, e enquanto eu pago, corre lá na outra loja e pega a sua gravata.”
E ele… “Vai logo, pede desconto e parcela o máximo possível!”
Quando o marido saiu da loja o estrago foi feito, a cliente começou a tirar dinheiro escondido do bolso, da bolsa e afins. Troco do mercado, economia da padaria, restinho do açougue, uma loucura. Ela me disse que não trabalhava e que dava seus pulos pra ficar bonita.
Escondida do marido ela levou, dois vestidos e uma blusinha.

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Show me the money, dear

A cliente entra na loja e pede para experimentar a bermuda que está na vitrine, quando sai do provador diz que está em dúvida sobre a compra, alegando não saber se vai usar a peça porque mora em Londres e lá faz muito frio.
Fala a verdade, em um lugar que o verão dura somente uma semana, a bermuda é a peça que menos deveria chamar a sua atenção não é?
Mas por fim ela acabou levando uma calça que era exatamente o mesmo modelo da tal bermuda, e na hora de efetuar o pagamento fez questão de me mostrar a sua carteira cheia de libras. Só faltou ela me perguntar se eu aceitava(rs).

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Visibilidade distorcida

Trabalhar com o público feminino é interessante, todo dia a gente (vendedoras) tem uma historia pra contar.

No famoso “olhômetro” geralmente a gente já sabe a numeração da pessoa antes mesmo dela dizer, mas nao é bem assim, pois nem sempre o manequim que a gente vê é o que elas vêem na frente do espelho.
Então, o procedimento que optamos é o seguinte, a cliente pergunta: “tem essa bermuda no meu número?” Prontamente eu respondo, “tenho sim, em qual numeração você precisa?” (sendo que eu já sei que é G), e ela responde: “ahh P ou M, depende a fabricação.(e é essa a numeração que eu dou para a cliente, sem jamais dizer que ela não vai caber naquela peça, pois posso ser processada ou no mínimo perder futuras vendas)

Assim que ela sai do provador faço a pergunta clássica, “E então, deu certo a bermuda?”
“Ah não, ela não vestiu bem.”
Aí fica a pergunta: será que ela realmente se vê mais magra do que é?

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